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  Artigos Anticartel.com (001), 14 de setembro de 2006.  
 

A covardia das montadoras

14/09/2006 - O cartel no setor de transporte de veículos novos ainda não ruiu pela falta de coragem dos chamados executivos das montadoras que preferem ser covardes a enfrentar a máfia que controla o setor, que causa prejuízos à sociedade por conta do superfaturamento nos preços e à economia como um todo, já que impede, pela força o ingresso de novos agentes no mercado tanto quanto ou melhores prestadores de serviço que eles.

Exemplo claro é o que acontece na Daimler-chrysler. A empresa se submete aos desmandos de um grupo de cegonheiros (filiados ao Sindicam, braço político da ANTV, segundo a juíza Eloy Bernst Justo, titular da 3ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio Grande do Sul) e diz aos jornalistas, que não irá se manifestar. É medo! Quem sabe até de que um dos seus diretores possa ser seqüestrado e colocado no bagageiro de um automóvel. Está sendo pressionada. Teme que seus veículos, caso ocorra um enfrentamento, virem alvos das bombas incendiárias produzidas por esse pessoal que não mede sacrifícios para se manter no controle absoluto do mercado. Sem se falar nos atentados mais violentos, contra a vida de seres humanos que até hoje não tiveram qualquer explicação por parte da Polícia.

Episódios como esses foram editados no passado. Já aconteceram em várias outras oportunidades, desde 1999 quando a Ford ousou entrar numa queda-de-braço com o destemido Sindicam. Foi assim na Renault no Paraná, na Peugeot no Rio de Janeiro e assim será enquanto os mandantes estiverem à solta, livres e impunes para comandarem as barbáries.

E esses agentes que já deveriam estar atrás das grades, não são anônimos. Têm nomes, endereços. A Polícia Federal sabe exatamente quem comanda tudo. Já pediu o indiciamento de seis. Outros três foram condenados pela Justiça Federal – o presidente do Sindicam, Aliberto Alves, o diretor de assuntos institucionais da General Motors do Brasil e o ex-presidente da ANTV, Paulo Guedes. Mais processos estão em andamento. Mas falta ainda, medidas coercitivas das autoridades, para fazerem valer a força das suas decisões.

A Polícia Federal grampeou o telefone do presidente do sindicato dos cegonheiros de Minas Gerais. Comprovou a participação de dirigentes de entidades co-irmãs nos atentados ocorridos no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, enfim.

O Sindicam, por determinação da Justiça Federal do Rio Grande do Sul está oficialmente impossibilitado de impedir o ingresso de novos agentes no mercado, quer cegonheiros autônomos, quer transportadoras de veículos. A Justiça Federal do Rio Grande do Sul informou em dezembro de 2004, ao Ministério do Trabalho e Emprego, que essa entidade não pode atuar no estado gaúcho. Mesmo assim, o ministro do Trabalho participou de uma festa e, ao lado do presidente condenado, Aliberto Alves, lhe entregou a Carta Sindical com abrangência nacional, à exceção de Minas Gerais, onde atua o sindicato liderado pelo senhor Cabralzinho.

Por fim, pode-se afirmar que o cartel continuará a impedir que novos agentes ingressem no mercado, até que as autoridades mostrem à sociedade, que possuem força suficiente para fazer valer suas determinações. Ou até que os covardes executivos das montadoras decidam dar um basta na situação e enfrentar o problema, amparados pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal, Justiça Federal e Secretaria de Direito Econômico. Enquanto isso não acontecer, caminhões e veículos novos continuarão sendo incendiados e pessoas sofrerão atentados nas barbas das autoridades.

Ivens Carús – Editor

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