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Informativo Anticartel.com (520), 12 de Junho de 2017.

 
 

SETOR DE TRANSPORTE DE VEÍCULOS NOVOS

Dossiê sobre o cartel entregue no ministério da Justiça chega ao Cade

Líder sindical espera celeridade e isenção na apuração, já que a mulher do advogado do Sindicam não está mais presidindo o órgão antitruste

12/06/2017 O dossiê entregue pelo presidente do Sindicato dos Cegonheiros de Goiás (Sintrave-GO), Afonso Rodrigues de Carvalho, ao Ministério da Justiça, em audiência ocorrida no final do mês passado, chegou no dia 8 deste mês ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Foi anexado ao único inquérito administrativo em andamento no órgão. Nos últimos dez anos, a chamada “autoridade antitruste” tem arquivado todas as denúncias contra o setor de transporte de veículos novos, tendo como base, um processo administrativo julgado em 2007. “Agora que a mulher do advogado do Sindicam não está mais na presidência do Cade, esperamos que aconteça um julgamento mais rápido e sério, acabando de vez com este cartel que há tantos anos causa prejuízos ao consumidor e à própria economia do país”, sintetiza o líder sindical goiano.

Afonso de Carvalho, que também é conhecido como Magayver, acrescentou que o Cade, por sua função primordial, deve “educar e reprimir a prática de cartel em qualquer segmento da economia”. Para o carreteiro do Sintrave-GO, “essa luta já dura mais de 15 anos. Até agora só recebemos o respaldo do Ministério Público Federal, da Polícia Federal, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da própria Justiça Federal do Rio Grande do Sul que condenou, pela segunda vez, esse nefasto cartel”.  Para ele, o Cade “precisa trabalhar de maneira profissional e isenta. Não é possível que a Justiça Federal faça condenações e esse órgão, que tem a missão de coibir tais práticas, diga que não encontra as provas necessárias para acabar de vez com a organização criminosa que continua controlando o setor e impedindo o ingresso de novos agentes no mercado”, alfinetou.

Magayver lembra as condenações feitas pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul que, em ação penal, julgou procedentes as acusações do MPF por formação de cartel no setor de transporte de veículos novos, contra Luiz Moan Yabiku Júnior (na época diretor para assuntos institucionais da General Motors do Brasil), Paulo Roberto Guedes (na época presidente da Associação Nacionais das Empresas Transportadoras de Veículos, ANTV) e Aliberto Alves (na época presidente do Sindicato dos Cegonheiros de são Paulo, o Sindicam). Ele também destacou a mais recente condenação em Ação Civil Pública movida também pelo MPF, da General Motors do brasil, Luiz Moan, ANTV e Sindicam.

Dossiê – O documento contendo mais de 400 páginas foi entregue por Magayver ao então ministro da Justiça e da Segurança, Osmar Serraglio. No dossiê estão relatadas as principais ações do cartel que controla o setor de transporte de veículos novos. O modus operandi da organização que, de acordo com o documento, impede o ingresse de novos agentes no mercado. Nele, constam dados revelados pelo Ministério Público Federal, apontando um prejuízo estimado em R$ 7 bilhões e de que o consumidor teria sido lesado 17 milhões de vezes nos últimos anos “por essa verdadeira organização criminosa”, segundo o líder sindical. Outros pontos salientados, dizem respeito aos inquéritos concluídos pela Polícia Federal sobre incêndios criminosos em caminhões-cegonha e a “paupérrima atuação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no combate ao cartel”.

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