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Informativo Anticartel.com (539), 07 de setembro de 2017.

 
 

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA SEM LIMITES

Sada agora exerce arbitrariamente o poder de Polícia em Pernambuco

Empresa apropriou-se de caminhões-cegonha de pernambucanos e impede que os proprietários retirem os bens do seu pátio


07/09/2017 A Sada Transportes e Armazenagens não tem limites para os desmandos. Além de integrar, por seus executivos (Vittorio Medioli e Édson Luiz Pereira) a organização criminosa que controla o setor de transporte de veículos novos em todo o país, agora, avocou para si o poder de Polícia, num afronta ao Estado Democrático de Direito. Apoiada pelo governador Paulo Câmara e pela conivente e traidora Fiat/Jeep, a empresa que tem matriz em Minas Gerais excluiu um pequeno grupo de cegonheiros pernambucanos do escoamento da produção da montadora. Direito dela, apesar de ser integrante da ANTV, entidade extinta pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul por participação na formação de cartel no setor. Mas a arbitrariedade da empresa chegou a tal ponto que alguns desses cegonheiros (pelo menos três), tiveram seus caminhões-cegonha “presos” pela transportadora no seu pátio, não permitindo sequer, o ingresso dos proprietários do recinto. Outros quatro também excluídos já não tinham acesso à empresa. Por este motivo não tiveram seus equipamentos apreendidos ilegalmente.

Na quarta-feira, Thiago Anderson de Oliveira tentou mais uma vez, sem êxito, retirar seu equipamento das dependências da Sada. Com crachá, os documentos e a chave do caminhão-cegonha, ele foi impedido pelos seguranças de ingressar no pátio. O cegonheiro filmou a tentativa frustrada por Manoel Júnior, um dos agentes da portaria. “Quer dizer que não estou autorizado a entrar e você não pode nem passar um rádio para o Edson Leitão, porque recebeu a orientação de não incomodá-lo?” Indagou o cegonheiro, com o que Júnior concordou.

Segundo apurou o site Anticartel, Leitão é Edson Aleixo Barros. Os seguranças confirmaram a existência de uma lista com os nomes das pessoas que não estão autorizadas a entrar na Sada. “Você tem que ligar lá. Eu não posso porque eles pediram para não serem incomodados”, disse um dos agentes. Oliveira insistiu para saber “quem manda aqui? Quem disse que não posso entrar para pegar meu caminhão?” O agente respondeu que não sabia...

De acordo com o cegonheiro pernambucano, o caminhão de sua propriedade está sendo depenado nas dependências da Sada. “Arrancaram muitas coisas de dentro. Nem cintas mais possui. Quem vai pagar isso? Agora pelo que me informaram na portaria, para eu pegar meu equipamento, só com ordem judicial”, lamenta.

Esses caminhões-cegonha possuem um contrato de locação com a empresa Power Locadora de Bens Ltda.(de Vittorio Medioli, Sada Participações e Vime Participações), com sede no distrito industrial de Ibirité-MG. Mas em paralelo, há um contrato de compra e venda firmado pela Sada, pelo qual, é passado o direito de propriedade ao comprador. Segundo Thiago, todas as parcelas mensais estão sendo pagas regiamente. O site anticartel teve acesso, com exclusividade, de cópias dos contratos de locação, de compra e venda e demais documentos comprobatórios.

Medioli – O proprietário da Sada, Vittorio Medioli é o atual prefeito de Betim-MG pelo PHS, mesmo partido do deputado federal Pastor Eurico, que tem divulgado a existência da organização criminosa que continua controlando o setor de transporte de veículos novos. “Lamentavelmente o dono da Sada é um ex-companheiro nosso”, frisa o parlamentar em seus pronunciamentos. Medioli foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal de Minas Gerais por envio e manutenção de recursos no exterior não declarados ao fisco. A apelação está no TRF1 sem prazo para julgamento. A Procuradoria Regional da República em Brasília (PPR1), segundo apurou o site Anticartel com exclusividade, aguarda o julgamento no segundo grau para pedir a execução da pena.

Em São Bernardo do Campo-SP, Medioli e seu diretor comercial, Edson Luiz Pereira (junto com outros 10 réus, oito vinculados a outras transportadoras como a Tegma) foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por formação de cartel e de quadrilha. A ação corre em segredo de Justiça. Segundo afirmou ao Ministério Público uma testemunha protegida, Medioli “usa os veículos de comunicação que possui para lavar o dinheiro oriundo da venda de vagas a cegonheiros paulistas, todas feitas em dólares americanos e levadas em malas para Minas Gerais por funcionários dele”.

Na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, contra a General Motors do Brasil, Luiz Moan, o Sindicato dos Cegonheiros de São Paulo (Sindicam) e a Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos (ANTV), a Justiça Federal, após 14 anos, condenou os quatro réus por crime de formação de cartel no setor de transporte de veículos novos. A ANTV foi extinta por determinação judicial. A Sada e outras empresas do grupo de Medioli, tinham participação ativa na entidade. Medioli chegou a presidir a ANTV entre os meses de março de 2002 a 2004.

O site Anticartel tentou ouvir a manifestação da Sada. Encaminhou WhatsApp para Edson Aleixo Barros em Goiana-PE e correspondência eletrônica para a Presidência da Sada, Diretoria Comercial e dois advogados da empresa. Também para os dois endereços eletrônicos de Vittorio Medioli que, em depoimento ao Ministério Público Federal paulista, disse estar licenciado das empresas. No entanto, na Junta Comercial de São Paulo existe documento arquivado informando que Medioli presidiu a mesa dos trabalhos de Assembleia Geral da Sada Participações, ocorrida às 10h30min do dia 27 de abril de 2017, em São Bernardo do Campo-SP. Até o fechamento, ninguém manifestou-se.


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