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Informativo Anticartel.com (542), 15 de setembro de 2017.

 
 

CARTEL NO SETOR DE TRANSPORTE DE VEÍCULOS NOVOS

"Está se aproximando o dia em que o cartel terá de acertar contas com a Justiça por todos os crimes praticados no País"

Líder sindical revela ter encaminhado às autoridades cópia de notícia que o acusa de entregar documento (dossiê) falso ao ministro da Justiça

15/09/2017 Afonso Rodrigues de Carvalho luta pela abertura do bilionário mercado de transporte de veículos novos no País. Ao longo de duas décadas, o carreteiro e líder sindical conhecido pelo apelido de Magayver fez muitos amigos e também acumulou detratores. Em entrevista exclusiva ao site Anticartel, o presidente do Sindicato do Cegonheiros de Goiás (Sintrave-GO) fala sobre o combate ao cartel que controla o setor e dos ataques perpetrados por sites e jornalistas financiados pela máfia dos cegonheiros, além de carreteiros que foram cooptados e acabaram abandonando a luta, em troca de benesses.

Anticartel – Nas últimas semanas, o senhor e a empresa para qual trabalha foram alvos de matérias negativas publicadas na internet. Como o senhor avalia esses ataques?
Magayver – É desespero do cartel que ainda controla o setor de transporte de veículos novos. Essa máfia entrou em desespero porque a Justiça Federal já fez condenações. Os mafiosos estão no brete. Não têm mais saída e acabam se voltando contra mim porque nunca abandonei o ideal pelo qual luto. Nunca aceitei as propostas de cooptação deles, porque sou sério e leal.

Anticartel – E o que justifica os ataques à transportadora Gabardo?
Magayver – Existe uma verdadeira ciumeira porque a empresa para a qual presto serviços há anos, a Transportes Gabardo, não utiliza o mesmo expediente da máfia.

Anticartel – O que diferencia a Gabardo das empresas do cartel?
Magayver – Quem passa a ser carreteiro agregado, quem conquista essa oportunidade na Gabardo, é por merecimento. A empresa não vende vagas como na máfia. Trabalhar para essa empresa é um orgulho.

Anticartel – Diz na matéria que o senhor entregou um dossiê falso ao ministro da Justiça.
Magayver – Isso me remete ao que acontece na operação Lava-Jato, na qual os acusados e condenados tentam desqualificar ou desclassificar os denunciantes. Como é que um dossiê pode ser considerado falso se contém cópia das sentenças nas áreas cível e penal da Justiça Federal? Se nele estão incluídos cópias de denúncias do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado)? Como é que eu, como presidente do Sintrave-GO, poderia ser recebido por todas as autoridades se estivesse distribuindo algum documento falso? É choro de quem está vendo a casa cair.

Anticartel – Fala ainda na notícia, sobre o que seria seu patrimônio incompatível.
Magayver – Patrimônio incompatível é o de quem compra ou vende vagas de forma clandestina, sem declarar, com pagamento em dinheiro vivo, conforme está denunciado pelo Gaeco na ação penal que tramita em São Bernardo do Campo. Todo meu patrimônio é fruto do resultado do meu trabalho, da minha dedicação à empresa para a qual presto serviço. Nunca vendi vaga para ninguém. Sou absolutamente contra esse expediente tão corriqueiro entre os integrantes da máfia, o que provoca ciumeira e muita inveja.

Anticartel – Também é mencionado que o senhor criou vários sindicatos e que nenhum deles possui a Carta Sindical.
Magayver – A criação de sindicatos é livre neste país, desde que atenda aos requisitos da legislação. Esta é uma forma de os carreteiros se organizarem numa entidade oficial. É mais um instrumento de luta contra a máfia que está enraizada no País. Quanto ao processo de liberação de castas sindicais, isso é um problema burocrático. Sabe-se que há pedidos que perduram há mais de 10 anos.

Anticartel – O senhor é acusado de usar os carreteiros como massa de manobra para alcançar objetivos “sórdidos”.
Magayver – Lutar para promover a abertura do mercado é um objetivo sórdido? Claro que não. Se essa luta é considerada sórdida, como vou qualificar essa máfia que está há mais de 20 anos controlando todo o setor e impedindo, a qualquer custo, o ingresso de novos agentes no mercado? É uma luta democrática. Os que estão vendo a derrota bem próximo se desesperam e lançam notícias inverídicas num site onde não aparece nome de jornalista responsável, endereço, telefone, nada. Conseguimos descobrir em nome de quem foi registrado o site. Vamos encaminhar tudo para as autoridades competentes.

Anticartel – E quanto ao que qualificam como romaria em Brasília?
Magayver – Romaria em Brasília, não. Estamos trabalhando, junto com o pessoal de Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo, para sensibilizar parlamentares a respeito da adoção de medidas legislativas que ajudem a conter a máfia. É um trabalho sério e honesto, manter reuniões com parlamentares que acreditam ser uma luta justa contra o cartel. Agora, enquanto eu e outras pessoas fizemos romaria em Brasília, essa máfia faz romaria nos tribunais, pagando altos honorários a advogados para defender os acusados. Porque os condenados, mais dia, menos dia, terão de acertar contas com a Justiça pelo crimes praticados. Não é o meu caso, porque nunca fui investigado, assim como a empresa para a qual presto serviço.

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